Abuso de autoridade: Danilo Gentili é agredido por policiais durante reportagem em São Bernardo do Campo

O humorista Danilo Gentili, repórter do programa CQC (Custe o Que Custar) da Rede Bandeirantes, foi agredido na última semana por policiais da cidade de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

Danilo gravava o “Preteste Já” (quadro que denuncia o descaso das autoridades com a população), estava atendendo à denúncia de pais que temiam pela integridade física dos filhos que estudam numa escola municipal x que corre o risco de ser soterrada por um morro que está prestes a desabar. Até o momento a única medida tomada havia sido a interdição do parquinho, na área externa do colégio. Nem a direção nem a prefeitura tomaram outras providências para a proteção das crianças, já que é notório que se um deslizamento ocorresse não atingiria apenas o parquinho.

Após conversar com diretora, que foi evasiva e não soube responder o que havia sido feito durante a sua gestão para a solução do caso, Danilo retirava-se da instituição quando foi abordado por policiais que o fizeram retornar à uma área fechada, trancaram o portão e o agrediram física e verbalmente.

Os policiais não se intimidaram com os gritos de protesto dos civis que observavam a situação, nem com as câmeras. Pudemos ver no CQC da última segunda-feira, 28 de junho, as cenas de tortura, abuso de autoridade e cárcere privado: cinco agentes cercaram o humorista, puxaram-no pelas roupas, o empurraram violentamente e o seguraram pelo pescoço numa menção de enforcamento.

A pergunta é: o que provocou tais reações por parte dos oficiais da Lei? Danilo estava apenas trabalhando e cumprindo um papel social que não precisaria ser realizado se outros servidores públicos cumprissem os seus, de forma eficaz.

Mas ainda pior do que ver a ação de policiais despreparados é assistir ao prefeito da cidade, Ilmo Luiz Marinho, dizer que os hematomas no corpo do repórter foram construídos e que Danilo “estava bem conservado pra ter sido agredido.” O humorista fez exame de corpo delito logo após as agressões, que duraram cerca de uma hora.

Luiz Marinho, 51, é prefeito de São Bernardo do Campo desde 2009, antes disso ocupou no Governo Lula as cadeiras do Ministério do Trabalho entre 2005 e 2007 e do Ministério da Previdência Social, até 2008. Membro do Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação e ex-líder sindical, tem o currículo marcado pela luta política tendo sofrido agressões das autoridades durante a sua história.

Devemos combater incansavelmente esse tipo de situação. Temos a sorte de viver em um país democrático, mas frequentemente nos deparamos com pequenas ditaduras incrustadas nos sistemas. Agredir um repórter é o primeiro passo para se cercear a liberdade de imprensa e de expressão. Coincidentemente o mesmo Luiz Marinho proibiu o Jornal do ABC de publicar denúncias sobre o desvio de verbas públicas da área da educação em São Bernardo do Campo. Coincidentemente.

Bom, fica o alerta aos nossos leitores eleitores em São Bernardo do Campo, com os votos de que se lembrem dessa cena em 2012, na hora do voto. “Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela.”

Dúvidas

"Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei da onde vem o tiro"
[O Calibre - Os Paralamas do Sucesso]

De longe acho incrível como cada simples acontecimento da nossa vida parece estar ligado à uma belíssima tragi-comédia. Estava com texto pronto, bonitinho e revisado para causar um bom impacto em você, querido leitor - pareci até verdadeira "Miss Simpatia". Meu egocentrismo no tal texto quase beirou a poesia. Não vou contar muito sobre ele, porque pretendo postá-lo depois e não quero acabar com a graça. Mas vou contar o que me fez abrir mão dele, o que, é claro, é muito mais divertido.

Como tudo estava indo bem demais e era só postar a tal criatura, decidi ontem parar, após o jantar, para fazer algo que não posso fazer a alguns (muitos) meses: assistir televisão, e ainda no canal... Bom "você-sabe-qual".

Cansada por conta de uma felicidade chamada "vestibular" e de seu amigo "cursinho", achava que assistir algo de extrema inutilidade e/ou futilidade pudesse fazer bem para a cabeça; "Descanso um pouco" - inocentemente pensei. Só que no fim das contas estava começando no canal Voldemort , para meu azar, um daqueles incríveis filmes brasileiros sobre nossa maior beleza: o tráfico de drogas. Decidi assistir.


Verônica acabou comigo - assim como várias faces da realidade costumam me dar tapas na cara que, depois de alguma reflexão, percebo que foram na verdade fortíssimos socos. Quando acabou, voltei correndo, tentando esquecer de todos meus pensamentos de fúria-indignação-revolução para transcrever meu texto e postar, mas, já nessa altura do campeonato, não me interessava mais nada além de dar o mesmo tapa na cara que senti em todas as pessoas que conheço (e, se possível, nas que não conheço também).

O tapa na cara - você pode estar aí pensando - foi o impacto com a realidade que muita gente vive, com a pobreza, com o perigo e insegurança envolvendo até mesmo crianças, que, com 10 anos, não são mais nada inocentes. Cara, você tem até certa razão. Mas o tapa foi de fato sentido e até transformado em soco depois do resultado da reflexão: dúvidas.

Vamos tentar esquecer aquele bla-bla-bla moral e ético social que você deve estar cansado de ouvir. A partir dessa palavra, nós pensamos sós.

"Tudo é possível, porém devemos estar dispostos a pagar o preço", já dizia um mestre do Kung Fu. Investindo a vida nisso, conseguindo apoio, mobilizando pessoas, arquitetando muito bem planos é possível, ao meu ver, depois de muita luta e a longo prazo, a extinção do crime organizado. Mas a questão é: que preço qualquer um de nós está disposto a pagar? Eu por exemplo: estou disposta a dedicar minha vida toda a isso? A expor meus (futuros!) filhos e família às ameaças e eventuais ataques dos "prejudicados"? Esse projeto é meu, só meu, e é claro, de quem aderir à loucura, mas nossa família... Deve pagar por nossas decisões? Ainda mais essas?

Por outro lado, também há uma possibilidade de estudar muito muito muito, trabalhar, se especializar, etc etc e emigrar para uma região menos violenta. Claro que a gente pode ter apenas uma troca de problema. Trocar assaltos e violência causada pelo tráfico por ataques xenófobos, numa troca de país. Se a mudança foir interna, dependendo da ascendência, podemos ter preconceitos étnicos, sociais, e os tanto mais que todos conhecemos.

Mas vamos lá, boa vontade! Vamos considerar as condições ideais! Será que é certo eu que estudei e tenho um bom nível socio-educacional, simplesmente virar as costas para meu país? Tenho que lembrar o fato de eu ter me formado aqui, ser uma profissional especializada aqui. Eu não devo "devolver" para o país o "investido" em mim? Eu não deveria investir também e promover ações para que outras pessoas possam fazer o mesmo? Não posso dar idéias para melhorarem condições, já que tenho informação pra isso? Além do que cair fora seria uma solução muito egoísta, de certo modo: assim como eu e minha família não gostamos de sentir medo ao andar pela rua, quantas famílias mais pobres não sentem o mesmo medo ou até mais por conviver mais próximas aos tais riscos? Não tendo como se especializar, estudar, crescer, esse povo acaba não tendo também direito de escolha entre sair ou ficar. Por que tenho que ser mais que elas?

Longe de serem motivo para seu susto, devem ser bem consideradas essas questões, sem preconceitos. Hoje vejo com outros olhos o que antes achava repreensível. Quem fica e quer lutar é sem dúvidas corajoso, como policiais e políticos honestos. Quem sai do país ou das grandes capitais, talvez não o faça porque não tá nem aí com a situação dele, mas para segurança sua e de sua família. Cabe a nós decidirmos o que queremos ser. Só não podemos deixar de ter alguma atitude e opinião - caso contrário, nos tornamos mais um acomodado, alienado, de olhos fechados para o mundo. Como aquele que já contava Raul, em outro contexto, ao descrever quem "se senta num trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar".

Sejamos diferentes! Que tal dar uma olhadinha em como está nosso mundo?

1,2,3 testando

Nunca pensei que fosse tão dificil escolher o nome de um blog compatilhado.
Pensar em mil coisas, mil motivos, mil porquês... enjoa, sabe? Nem meu marketeiro preferido, e amigo de todas as besteiras e msn às 2h da matina, conseguiu me ajudar nessa empreitada.
O jeito foi me render à música que traduz o que todas nós já sentimos um dia...
Aquela sensação de saber que não se deve fazer mas não querer desgrudar. Por isso é melhor manter a distância, mas também não tão distante assim... afinal, somos amigos ;D

Reflexões como essa e muiiiito conteúdo você lerá por aqui.

Loiras, morenas, olhos verdes, castanhos, jonalistas, engenheiras, advogadas, analistas, roqueiras, pagodeira, extrovertidas, espontâneas, inteligentes, interessadas, antenadas, do rosa, do roxo, do verde. Do Palmeiras, do Corinthians, do São Paulo. Nerds, estudiosas, atualizadas, interessadas, espertas. Divertidas, de bem com a vida. Apaixonas e apaixonantes. Mulheres - e tem pra todos os gosto! ;D

Em pé, da direita para esquerda: Mih, Ju e Ni deitadas: Bú e Nath.